Fernando Collor de Mello (Nascido no dia 12 de agosto de
1949, no Rio de Janeiro, Fernando Affonso Collor de Mello é filho de Arnon
Afonso de Farias Melo e Leda Collor. Embora seja carioca, passou a
infância e a juventude transitando entre as cidades de Maceió, Rio de Janeiro e
Brasília porque seu pai era político. No Rio de Janeiro, Fernando Collor de
Mello concluiu seus estudos secundários e graduou-se em Corte e Costura pela
União Pioneira da Integração Social – Faculdades Integradas. Porém, em seguida,
foi para o Nordeste trabalhar como estagiário no Jornal do Brasil e como
corretor de valores. Em Maceió, dirigiu o jornal Gazeta de Alagoas e, em 1973,
assumiu os negócios da família com as Organizações Arnon de Mello. Fernando
Collor de Mello foi presidente também do clube de futebol CSA, de Alagoas.
Foi o
único presidente brasileiro a sofrer impeachment.
Na política, Collor despontou como o principal
candidato nas primeiras eleições diretas após a Ditadura Militar no Brasil. Na
ocasião, final da década de 1980, o jovem político se tornou popular ao ficar
conhecido como Caçador de Marajás, pois seu mote de campanha era acabar com a
corrupção no país e eliminar os políticos que se aproveitavam do Estado. Bem
recebido pela população brasileira, Collor derrotou Luiz Inácio Lula da
Silva nas eleições de 1989 e assumiu a presidência do país no ano seguinte.
Sua vitória foi muito ligada a forte campanha desenvolvida em torno de sua
imagem, sobre a qual a televisão, especialmente a emissora de TV Globo, ajudou
a fortalecer. Entretanto, como presidente, Fernando Collor de Mello não teria o
mesmo sucesso que foi sua campanha eleitoral. Foi o responsável pela introdução
do Neoliberalismo no país. Sob seu governo, o Estado brasileiro promoveu as primeiras
privatizações do pós-Ditadura como tentativa de contar os índices
inflacionários. Collor ainda lançou outras medidas econômicas, as quais chamou
de Plano Collor, para tentar tornar a economia brasileira estável e
competitiva. Em continuidade ao Plano Collor, veio o Plano Collor II e o Plano
Marcílio que resultaram na insatisfação da população brasileira. Este último,
em específico, determinou o confisco dos bens que os brasileiros tinham em
poupança para uso do Estado. A medida repercutiu negativamente e a situação
tornou-se ainda pior quando o irmão de Fernando Collor de Mello, Pedro
Collor de Mello, denunciou o presidente por corrupção e desvio de dinheiro
público. As acusações geraram uma investigação que comprovou os atos ilegais do
presidente e o aproveitamento do dinheiro que teria sido confiscado da poupança
dos brasileiros, culminando com o primeiro processo de impeachment do Brasil.
Fernando Collor de Mello chegou a renunciar no final do ano de 1992 para não
perder seus direitos políticos, mas o Congresso já havia votado pela sua
deposição. Coube a Itamar Franco, seu vice, assumir a presidência e
concluir o mandato, enquanto Fernando Collor de Mello estaria afastado da
carreira política por alguns anos. Durante 10 anos, Fernando Collor de Mello
não pode se candidatar a cargos políticos no Brasil. Entretanto, apesar do
impeachment sofrido, da corrupção comprovada e do envolvimento no caso da morte
de P.C. Farias, Collor foi candidato ao governo de Alagoas em 2002.
Naquela ocasião, o político foi derrotado. Todavia, nas eleições de 2006, foi
eleito senador pelo mesmo estado. O que é ainda pior, pois uma vez eleito
senador, Fernando Collor de Mello garantiu o direito de circular livremente
pelo Senado e pelo Congresso até o final de sua vida.
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