segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

"Seca" - Breve comentário sobre a Seca do Quinze - Rachel de Queiroz.

 

"Seca" - Breve comentário sobre a Seca do Quinze - Rachel de Queiroz.


No sertão do início do século passado, a seca chamou a atenção da jovem escritora Rachel de Queiroz, que na época tinha apenas 20 anos de idade, e surpreendeu ao descrever tão bem o drama do sertanejo. A Seca do Quinze que ganhou projeção na obra publicada por Rachel de Queiroz em 1930 e continua povoando o imaginário do sertanejo até hoje, quando a estiagem de três anos promete se prolongar. Um século depois, o verbo do sertão continua o mesmo: escapar. A Seca do Quinze ganhou projeção na literatura de Rachel de Queiroz. A obra mostra a agonia de quem quer lutar e não pode. É ver gado emagrecer e roça não segurar para saber que a melhor decisão é se retirar. Essa migração como destino possível se aproxima da própria vida de Rachel, cuja família foi obrigada a deixar a terra em 1917, rumo ao Rio de Janeiro.                       

            Dica de leitura - O Quinze.                                                                              

 Com a linguagem simples do sertanejo, “O Quinze” expõe a tumultuada relação dos primos Conceição e Vicente e a saga da família de Chico Bento na viagem de Quixadá a Fortaleza. Ao final, a esperança de um futuro melhor leva a família de Chico Bento a São Paulo, não sem antes sofrer de fome e viver a tristeza de passar pelo Campo de Concentração do Alagadiço, que aglomerava retirantes sem garantir-lhes o mínimo ao mesmo tempo em que escondia a miséria.

OBS:


Rachel de Queiroz nasceu em  Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 4 de novembro de 2003. Filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descende, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar, parente portanto do autor ilustre de O Guarani, e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas no  Quixadá e Beberibe.




terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Feudalismo......

              FEUDALISMO                          



 
O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos. Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).  A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudais). 
A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura. Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia. A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. A residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção. A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros. A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.                    
O feudalismo não terminou de uma hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o capitalismo.
                                     

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dom Pedro I foi o primeiro imperador do Brasil.

 

Dom Pedro I foi o primeiro imperador do Brasil. Seu nome completo era Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. Nasceu na cidade portuguesa de Queluz em 12 de outubro de 1798. Chegou ao Brasil em 1808, com 9 anos de idade, em companhia da mãe, D. Carlota Joaquina, e do pai, D. João VI de Portugal.
         Desde criança apresentou forte espírito de liderança. Quando, aos 22 anos, assumiu o governo brasileiro na condição de príncipe regente, agiu como brasileiro visando aos interesses de nosso povo. Também por este motivo, decidiu ficar no Brasil quando a corte portuguesa o chamou de volta a Portugal. Nessa ocasião, conhecida como Dia do Fico (9 de janeiro de 1822), ele demonstrou seu grande amor pelo Brasil, levando-o a proclamar a nossa independência em 7 de Setembro de 1822. Foi imperador do Brasil entre 1822 e 1831. D.Pedro foi o principal responsável pela consolidação da independência brasileira, embora tenha tido um governo bastante tumultuado em função das revoltas e conflitos ocorridos no Brasil durante seu reinado. D.Pedro I foi o soberano que abdicou a duas coroas. Herdou do pai a coroa portuguesa, porém renunciou-a em favor da filha, D. Maria da Glória. Para terminar com as lutas entre brasileiros e portugueses e com os conflitos no Brasil, renunciou a coroa brasileira, passando-a ao filho, Pedro de Alcântara, que seria D.Pedro II. Em Portugal, sua filha, D.Maria da Glória, encontrava-se com problemas na corte, pois seu tio, D.Miguel, tentava apossar-se do trono português. Pedro I correu em socorro da filha, afastando D.Miguel de suas pretensões políticas.                                                                               
Aos 36 anos de idade, contraiu tuberculose, doença fatal na época. Faleceu em sua cidade natal em 24 de setembro de 1834.



 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Fernando Collor de Mello.

 

Fernando Collor de Mello (Nascido no dia 12 de agosto de 1949, no Rio de Janeiro, Fernando Affonso Collor de Mello é filho de Arnon Afonso de Farias Melo e Leda Collor. Embora seja carioca, passou a infância e a juventude transitando entre as cidades de Maceió, Rio de Janeiro e Brasília porque seu pai era político. No Rio de Janeiro, Fernando Collor de Mello concluiu seus estudos secundários e graduou-se em Corte e Costura pela União Pioneira da Integração Social – Faculdades Integradas. Porém, em seguida, foi para o Nordeste trabalhar como estagiário no Jornal do Brasil e como corretor de valores. Em Maceió, dirigiu o jornal Gazeta de Alagoas e, em 1973, assumiu os negócios da família com as Organizações Arnon de Mello. Fernando Collor de Mello foi presidente também do clube de futebol CSA, de Alagoas.
 
Foi o único presidente brasileiro a sofrer impeachment.

Na política, Collor despontou como o principal candidato nas primeiras eleições diretas após a Ditadura Militar no Brasil. Na ocasião, final da década de 1980, o jovem político se tornou popular ao ficar conhecido como Caçador de Marajás, pois seu mote de campanha era acabar com a corrupção no país e eliminar os políticos que se aproveitavam do Estado. Bem recebido pela população brasileira, Collor derrotou Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1989 e assumiu a presidência do país no ano seguinte. Sua vitória foi muito ligada a forte campanha desenvolvida em torno de sua imagem, sobre a qual a televisão, especialmente a emissora de TV Globo, ajudou a fortalecer. Entretanto, como presidente, Fernando Collor de Mello não teria o mesmo sucesso que foi sua campanha eleitoral. Foi o responsável pela introdução do Neoliberalismo no país. Sob seu governo, o Estado brasileiro promoveu as primeiras privatizações do pós-Ditadura como tentativa de contar os índices inflacionários. Collor ainda lançou outras medidas econômicas, as quais chamou de Plano Collor, para tentar tornar a economia brasileira estável e competitiva. Em continuidade ao Plano Collor, veio o Plano Collor II e o Plano Marcílio que resultaram na insatisfação da população brasileira. Este último, em específico, determinou o confisco dos bens que os brasileiros tinham em poupança para uso do Estado. A medida repercutiu negativamente e a situação tornou-se ainda pior quando o irmão de Fernando Collor de Mello, Pedro Collor de Mello, denunciou o presidente por corrupção e desvio de dinheiro público. As acusações geraram uma investigação que comprovou os atos ilegais do presidente e o aproveitamento do dinheiro que teria sido confiscado da poupança dos brasileiros, culminando com o primeiro processo de impeachment do Brasil. Fernando Collor de Mello chegou a renunciar no final do ano de 1992 para não perder seus direitos políticos, mas o Congresso já havia votado pela sua deposição. Coube a Itamar Franco, seu vice, assumir a presidência e concluir o mandato, enquanto Fernando Collor de Mello estaria afastado da carreira política por alguns anos. Durante 10 anos, Fernando Collor de Mello não pode se candidatar a cargos políticos no Brasil. Entretanto, apesar do impeachment sofrido, da corrupção comprovada e do envolvimento no caso da morte de P.C. Farias, Collor foi candidato ao governo de Alagoas em 2002. Naquela ocasião, o político foi derrotado. Todavia, nas eleições de 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado. O que é ainda pior, pois uma vez eleito senador, Fernando Collor de Mello garantiu o direito de circular livremente pelo Senado e pelo Congresso até o final de sua vida.