domingo, 24 de janeiro de 2016

Revolta da Vacina



A Revolta da Vacina foi uma revolta popular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904. Ocorreram vários conflitos urbanos violentos entre populares e forças do governo (policiais e militares). A principal causa foi à campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, realizada pelo governo brasileiro e comandada pelo médico sanitarista Dr. Oswaldo Cruz. A grande maioria da população, formada por pessoas pobres e desinformada, não conheciam o funcionamento de uma vacina e seus efeitos positivos. Logo, não queriam tomar a vacina. O clima de descontentamento popular com outras medidas tomadas pelo governo federal, que afetaram principalmente as pessoas mais pobres. Entre estas medidas, podemos destacar a reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil), que desalojou milhares de pessoas para que cortiços e habitações populares fossem colocados abaixo para a construção de avenidas, jardins e edifícios mais modernos.                                                                           As pessoas se negavam a receber a visita dos agentes públicos que deviam aplicar a vacina, reagindo, muitas vezes, com violência.

OBS: 

- Prédios públicos e lojas foram atacados e depredados;
- Trilhos foram retirados e bondes (principal sistema de transporte da época) foram virados.

 O governo e suas consequências 

- O governo federal suspendeu temporariamente a vacinação obrigatória. 
- O governo federal decretou estado de sítio na cidade (suspensão temporária de direitos e garantias constitucionais). 
- Com força policial, a revolta foi controlada com várias pessoas presas e deportadas para o estado do Acre. Houve também cerca de 30 mortes e 100 feridos durante os conflitos entre populares e forças do governo. 
- Controlada a situação, a campanha de vacinação obrigatória teve prosseguimento. Em pouco tempo, a epidemia de varíola foi erradicada da cidade do Rio de Janeiro.
                                                                  
                                                             Oswaldo Cruz (1872-1917) 

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Oswaldo Cruz foi médico sanitarista, bacteriologista e epidemiologista brasileiro. Com 19 anos, publicou dois trabalhos sobre microbiologia. Depois de formado trabalhou no Laboratório de bacteriologia da Cadeira de Higiene da Faculdade de Medicina. Foi para Paris e ingressou no Instituto Pasteur. Depois de três anos volta ao Brasil e é encarregado de combater o surto de peste bubônica que assolava o porto de Santos. Foi indicado para Diretor Técnico e depois Diretor geral do Instituto que recebeu o nome de Instituto Oswaldo Cruz. Debelou a peste bubônica, a varíola e a febre amarela que assolavam o país.                                                                                   
 Nasceu em São Luiz de Paraitinga, em São Paulo, no dia 5 de agosto. Filho de Bento Gonçalves Cruz, médico carioca e de Amélia Bulhões da Cruz. Estudou com a mãe e aos cinco anos já lia e escrevia. Ingressou no Externato Dom Pedro II onde fez o preparatório para Medicina. Iniciou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1887, mostrou logo grande interesse pelo laboratório e pelo microscópio. Em 1891 publicou dois trabalhos sobre microbiologia. Em 1892 concluiu o curso.  

Oswaldo Gonçalves Cruz morre de insuficiência renal, no dia 11 de fevereiro de 1917, em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro.