quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Revolução Francesa (1789-1799)



O Iluminismo e suas ideias tiveram bastante influência no mundo todo (vide a independência dos Estados Unidos, por exemplo) e acabaram tendo sua “participação” em uma das maiores Revoluções da história: a Revolução Francesa. Este é o nome dado para o movimento que promoveu uma série de acontecimentos entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, que mudaram totalmente o quadro político e social da França.

                 

Um pouco sobre a "Revolução Francesa"

  • No ano de 1789, a população da França era a maior do mundo e estava dividida em 3 estados: O 1º estado era o clero (alto e baixo clero), o 2º estado era a nobreza (cortesão, provincial ou de Toga) e o 3º estado era o povo (camponeses, grande burguesia, média burguesia, pequena burguesia, sans-culottes). Diante de sua posição social, o clero e a nobreza possuíam vários privilégios (como por exemplo: não pagarem impostos), isso começou a incomodar o 3º estado, que arcava com as despesas dos primeiros estados sozinho.
  • Influenciados pelos ideais iluministas, o 3º estado começou a se revoltar e lutar pela igualdade de todos perante a lei. Queriam combater o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza e do clero.
  • A economia francesa estava num período de crise: a agricultura estava enfrentando dificuldades como secas e inundações, a indústria têxtil enfrentava concorrência com os tecidos ingleses e o comércio foi prejudicado por tudo isso, gerando fome, miséria, desempregados e marginalização.
  OBS: 


Em 14 de julho de 1789, o povo foi às ruas e o primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha, desencadeando assim A Queda da Bastilha, que marcou o início do processo revolucionário. Grande parte da nobreza deixava a França, mas a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país (foram presos e até o rei Luís XVI e sua esposa foram guilhotinados em 1793). Os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução, afetando o clero.


VOCÊ LEMBRA DE: 
                        


Maximilien Marie Isidore de Robespierre (1758-1794), político francês. Após formar-se em direito, passou a ser um forte defensor das teorias sociais do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau. 

     Foi deputado dos Estados Gerais e integrou a Assembleia Constituinte, onde se destacou por sua brilhante oratória. Em abril de 1790, tornou-se presidente do clube dos jacobinos e adquiriu popularidade como inimigo da monarquia e defensor das reformas democráticas. 
Com o fim da monarquia, em 1792, foi eleito da Convenção Nacional. Pediu a execução do rei Luís XVI. Em maio de 1793, com o apoio do povo de Paris, conseguiu a expulsão dos girondinos. Em julho, ingressou no Comitê de Salvação Pública. Passou a eliminar todos que eram considerados inimigos da Revolução, tanto extremistas como moderados, com o propósito de restabelecer a ordem e reduzir o perigo de uma invasão estrangeira.   Esta política criou o chamado "período do Terror". Em maio, a Convenção Nacional, pressionada por Robespierre, proclamou o culto ao Ser Supremo como religião oficial. Os católicos e ateus recusaram esse decreto, mas o dirigente francês ainda contava com o apoio dos sans culotes (classes baixas) de Paris e foi eleito presidente da Convenção Nacional. Devido à violência de seu governo, perdeu popularidade. Em 27 de julho de 1794, foi preso e executado na guilhotina no dia 28.


Vamos Relembrar: 
 
Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.

OBS:
 
A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.



 



 



Um comentário:

  1. minha professora Edmeia além de ser bonita ainda é inteligente, texto perfeitamente perfeito igual a autora. Parabéns!!!

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